quarta-feira, 6 de novembro de 2013

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Breve notícia sobre os Bezerra Cavalcanti antigos e recentes


                            
                                                            Para Marcelo e Maria Cristina


            (meu comentário no face)


      “Doria e Bezerra já comentam a ascendência do velho José Rufino que descenderia de sua Isabel, Maria Cristina. Tenho historiado os Bezerra Cavalcanti na guerra Holandeza e na guerra dos Mascates e não tem gente mais indômita, casada mesmo pela Isabel, a que tudo indica, propositalmente. Gente indômita como até o avô do nosso Marcelo. A linha feminina, que provem de Isabel seria a mesma que a tua Maria Cristina, inclusive a tua Gertrudes do teu "Magnificat", viu Marcelo? Você, Marcelo tem que ir lá no Magnificat para conhecê-los. Já tinha a pouco atentado isto e ia avisar a ambos. Um abraço para os dois bravos parentes”.


        Explicando melhor:

         Ao estudarmos a luta contra a dominação holandesa na Colônia desde logo chama a nossa atenção o denodo especialmente dos Cavalcanti de Albuquerque e dos Bezerra nesta empreitada.

        Aparentados dos Albuquerque, donos da Capitania, os Cavalcanti de Albuquerque interessados nesta expulsão cedo se aliam também às famílias dos Bezerra e Bezerra Monteiro, famílias extremamente lutadoras e muito empenhadas nesta expulsão pelos abusos sofridos. A que tudo indica, Isabel Cavalcanti, a mãe de Antonio “da Guerra”, mulher enérgica procurou ainda manter as gerações seguintes de Bezerra e Cavalcanti de Albuquerque ligados por matrimônio para manter o aguerrimento contra o dominador (1). E gerações de Bezerra Cavalcanti a partir daí conduziram ideais de libertação. Expulsos os holandeses passaram ainda a se dedicar com afinco a própria expulsão dos próprios portugueses.

     Assim sendo, na revolta nativista inicial contra os Mascates portugueses de 1710 destaca–se como líder a figura de Leonardo Bezerra Cavalcanti que, com extrema energia, dará continuidade ao processo em que já envolvia a família desde o século anterior, gerações com o mesmo objetivo indômito e libertário (2). Nesta guerra nativista contra os Mascates Leonardo e seus demais parentes Bezerra Cavalcanti serão mesmo martirizados.

     Não esquecendo que em 1817, por este exemplo de luta pela libertação, é a vez do martírio também dos Albuquerque, especialmente dos Albuquerque Maranhão (3).  

   E agora constatamos que já no século XX, oriundo da região de Bezerros entre Recife e Caruarú, José Rufino Bezerra Cavalcanti Filho (1890-1959) foi ainda um aguerrido descendente desta Isabel, neta do florentino e filha de Antonio, por seu filho primogênito Pedro e sucessivas descendentes femininas ainda casadas, como já da tradição, nesta notável família Bezerra (4).

      Algumas destas senhoras de engenho se tornaram mesma pioneiras na expanção da economia canavieira pelo interior de Pernambuco, personalidades femininas enérgicas e marcantes como  Ana de Nazaré e Gertrudes, homenageadas e recriadas pela descendente Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque em seu romance O Magnificat, Memórias Diarônicas de Dona Isabel Cavalcanti (5).  O próprio pai de José Rufino Filho foi um modernizador usineiro, pioneiro muito bem sucedido, ministro da agricultura de Venceslau Braz e presidente da Província de 1919 a 1922 (6). Teria construído ainda  uma estrada de ferro entre sua usina no Cabo e Bezerros.  

    José Rufino Bezerra Cavalcanti Filho foi consequentemente, e como do gosto político dos Cavalcanti, também parlamentar e prefeito do Cabo em PE. Com o mesmo espírito libertário de seus antepassados e o espírito indômito ainda mantido na família, chegou a reagir às perseguições políticas que no estado de Pernambuco pretendiam o estabelecimento da ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas. Permaneceu resistindo por 15 dias em sua casa no Recife, à Rua do Hospicio, com a família e os netos pequenos, sitiado, sob tiroteio e falta de alimentação.  Por fim o político Agamenon Magalhães teria permitido sua saída do Estado, dele e de sua família em hidroavião, de Pernambuco para o Rio de Janeiro. Nesta casa onde resistiu funciona hoje a Junta Comercial-PE.
    
   Estamos felizes, portanto, pois na atual geração o pesquisador pela família, Marcelo Bezerra Cavalcanti e a escritora Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque dão ainda mostras da costumeira pertinácia familiar, agora extremamente dedicados na busca e no registro de informações sobre tão ilustre e meritória parentela – Cavalcanti, Albuquerque e Bezerra (7) (8).


Notas

 (1) Conclusão do trabalho de Torres, Rosa Sampaio – “Antonio Cavalcanti, o “da Guerra”, próximo no blog http://rosasampaiototorresblogspot.com/

(2) Conclusão do trabalho de Torres, Rosa Sampaio – “Guerra contra os Mascates”, próximo artigo no blog.

 (3) Pesquisa apresentada no livreto Torres, Rosa Sampaio – “Família Cavalcanti de Albuquerque” em revisão para segunda edição.

 (4) A escritora Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque, descendente do ramo de Isabel Cavalcanti, em informações a Marcelo Bezerra por facebook no mês de julho de 2013: “Oi, Marcelo, os ascendentes de José Rufino Bezerra Cavalcanti, o velho, teriam vivido em Bezerros, brejo de altitude entre Recife e Caruarú. Teriam sido agricultores sem fortuna”.

 (5) Cavalcanti de Albuquerque, Maria Cristina - O Magnificat, Memórias Diacrônicas de Dona Isabel Cavalcanti, Tempo Brasileiro, Fundação Gilberto Freire, RJ, 1990, pg.166, indica como prova de sua ascendência as notas familiares de Tomé Teixeira Ribeiro de 1750, que se refere à genealogia de sua esposa Maria Cavalcanti de Albuquerque (pentavó da autora) casada em Vila Formosa do Serinhaém, notas assinadas pelo genealogista Antonio Vitoriano Borges da Fonseca - documento arquivado na Biblioteca Nacional, procura “Albuqueruque”. Documento também fotocopiado e arquivado no IAHGP. 

 (6) Marcelo Bezerra Cavalcanti, seu descendente, pelo facebook , em 12 de agosto de 2013 lembra as atividades produtivas de  seu bisavô:

    “O senador Jose Rufino fez a faculdade de Direito no Recife e depois arrendou o engenho Trapiche, construindo ainda a Usina Jose Rufino em Cabo de St. Agostinho. Nos anos 20, José Rufino Filho fundou o Cotonifício José Rufino que usava energia elétrica da barragem do Rio Pirapama, Cabo St. Agostinho. Foi pioneiro no uso da energia elétrica para iniciar a usina, evitando a queima da lenha... Fundou a empresa JOSE RUFINO & FILHO que revendia as maquinas e equipamentos para a indústria do Açúcar. Fazia toda a montagem da usina, e foi também sócio de varias delas. Depois, portanto de bem estabelecido ofereceram-lhe a possibilidade de disputar a eleição para o senado. Jose Rufino Filho em uma das usinas tentou produzir açucar por infusão, o que garantiu uma grande homenagem na França”.  

    Segundo o blog da cidade do Cabo, o “Cabo Vivo”, ele ainda teria construído uma estrada de ferro ligando a sua usina, no município do Cabo de Santo Agostinho, ao município de Barreiros. Seu patrimônio incluía os engenhos Novo, Barbalho, Pirapama, São João, Malinote, Malakof, Mataparipe, Sao Pedro e um terço do Santo Inácio.

(7) Marcelo Bezerra Cavalcanti, seu descendente, por email a autora, em 20 de julho de 2013 lembra também:

    “Quanto às perseguições, explico que meu avô José Rufino Bezerra Cavalcanti Filho passou 15 dias sob tiroteio contra os políticos que queriam fazer o estado novo de Getulio Vargas no Recife.
     Minha avó telefonou para a esposa do governador Agamenon Magalhães e pediu uma saída e minha família saiu de Pernambuco de hidro-avião para o Rio de Janeiro.

      Imagina a situação! Os filhos em casa, toda a família sob ameaça por 15 dias, as crianças já sem comida. Dia e noite em guerra.  Depois no Rio de Janeiro na casa do meu avô o mesmo Agamenon Magalhães de joelhos na frente de todos pediu perdão ao meu avô e toda a família”.

 (8) Lista de ascendentes do pesquisador  Marcelo Bezerra Cavalcanti e da escritora Maria Cristina (fontes, documento arquivado na BN da autoria de Tomé Teixeira Ribeiro (c.1750); o livro O Magnificat citado de Cavalcanti de Albuquerque - Maria Cristina, pg. 241, devidamente confirmado pela autora (ver nota 5), e  ainda Cassia Albuquerque, Marcello Bezerra e F.A. Dória, “Os Cavalcantis: na Itália e no Brasil”, pdf, mídia eletônica, 2010, com acrescentamentos do próprio Marcello Bezerra em 2013. . Os ascendentes em comum indicados com asterisco).

*Filippo Cavalcanti + Catarina Albuquerque

*Antonio Cavalcanti + Isabel de Gois

*Isabel Cavalcanti + Manoel Gonçalves Cerqueira (2º casamento c/ Francisco Bezerra Monteiro)

*Pedro Cavalcanti + Brásia Monteiro Pereira

*Úrsula Cavalcanti + Bernardino Araújo Pereira

*Maria Cavalcanti de Albuquerque + Mateus de Sá (vereador em Olinda em 1676) 

*Ana de Nazaré Cavalcanti + Manuel de Araújo Bezerra

*Maria Bezerra Cavalcanti de Albuquerque +Tomé Teixeira Ribeiro (Doc. na BN,1750)

* Gertudes Teixeira Cavalcanti ou Gertrudes Bezerra Cavalcanti de Albuquerque +       
   com seu parente ( sobrinho ?) Francisco Bezerra Cavalcanti

* Maria Bezerra Cavalcanti + José Alves Bezerra Cavalcanti 

   - elo não conhecido

  - José Rufino Bezerra Cavalcanti + Maria Januária de Barros Lima (com documento do casamento em 1863 referido em Doria, opus cit.).

  - José Rufino Bezerra Cavalcanti (1865-1922, usineiro e político) + Hercília Pereira de Araújo. Pais de

  - José Rufino Bezerra Filho (1890-1959) parlamentar que reagiu à Ditadura do Estado Novo). Pai de:

  - Maurício Bezerra Cavalcanti , juíz concursado em 2º  lugar no então Estado da Guanabara, casado com Heloísa do Prado Viviani, pais de 

  - Marcelo  Bezerra Cavalcanti, fotógrafo e pesquisador pela família.    
   
   Linha que continua de Maria Bezerra Cavalcanti, linha paterna indicada pela escritora Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque em sua obra citada.

- Maurícia de Bezerra Cavalcanti +Manuel Alves Bezerra Cavalcanti

- Antonio Cavalcanti de Albuquerque + Josefa Jerônimo Correia de Araujo

- Pedro Cavalcanti de Albuquerque +Maria Faustina Barbosa de Souza

- Emídio Cavalcanti de Albuquerque + Maria do Carmo Bezerra Cavalcanti, pais de Maria Cristina. 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Novo Artigo

Novo artigo "Lutas pela Republica na Península Italiana", para melhor compreensão do contexto histórico no século XV e XVI.  Localizar na lista lateral.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Mais um novo artigo

                       Guido Cavalcanti: cavaleiro, político e poeta do sec. XIII.

                                          Suas influências culturais

     Advertência 

     Este novo artigo específico sobre o poeta Guido Cavalcanti constitui um ensaio e por isto está aberto a criticas e sugestões. Peço, em caso de dúvida sobre o contexto histórico do período, que sejam consultadas as notas. Estas se constituem, na verdade, muitas vezes um sub-texto, trazendo ainda motivações para aprofundamento da reflexão dos leitores.

     Solicito, porém, comentários para poder avaliar melhor o nível de possíveis dificuldades.    

     Desde já o meu abraço e boa leitura.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Novo Trabalho

Os "Sdegnosos" Cavalcanti

Novo trabalho completo sobre a família. De suas origens até sua trajetória no Brasil.
Clicar no ítem da guia ao lado para ler.

quarta-feira, 13 de março de 2013

página no facebook de Os Cavalcanti

Estou colocando um link para a página de Os Cavalcanti no facebook. Neste link apresentamos novas informações  e também conversas com  membros da família Cavalcanti, Cavalcanti de Albuquerque, Bezerra Cavalcanti, Suassuna,  Albuquerque e Albuquerque Maranhão. Todos ramos aparentados, a partir do tronco do seculo XVI,   do patriarca Jeônimo de Albuquerque.  Ainda respostas às indagações da família. 
www.facebook.com/home.php#!/pages/Os-Cavalcanti/394490317274567

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Também Revisitando Guido Cavalcanti


Foi publicado, recentemente, um artigo sobre a família Cavalcanti na revista “Aventuras na Historia”, Editora Abril, artigo em que fui citada como fonte. Agradeço a Rodrigo Cavalcante sua gentil atenção, e já o considero um estudioso do tema.

Entretanto, em respeito ao nosso público leitor, não gostaria que passasse sem observação minha uma questão crucial para a historiografia da família e, mesmo, para o entendimento da sua ação política no Brasil.

Se os Cavalcanti haviam descido de Colônia, reino franco, a chamado do papa Adriano I para vencer os lombardos em tremendas dificuldades pelos Alpes, no século VIII, é natural que tivessem se tornado na Toscana, já no século XIII, família muito numerosa de apoio ao papado, família “guelfa” portanto. Rica e poderosa era prestigiada também pelos franceses d´Anjou, mas ainda respeitosa ao sistema republicano florentino que ela mesma havia ajudado a implantar.

Acrescentamos: Francisco Cavalcanti, “O Vesgo”, foi realmente punido por Dante Alighieri como avaro, com outros florentinos ricos colocados no seu inferno da Divina Comédia. Mas Cavalcante Cavalcanti - famoso cavaleiro “guelfo” - lutador pelo papado na famosa batalha de Montaperti em 1260, pai do poeta e também cavaleiro Guido Cavalcanti, no inferno não foi colocado por ser rico, pois Dante até o respeitava muito como militar e político, mas por ele ser ateu.

Dante, neste capítulo X muito estudado da Divina Comédia e que centraliza o conflito político em Florença, pelo contrário imortaliza Cavalcante Cavalcanti como símbolo do amor paterno, ao apresentá-lo saindo de seu túmulo chorando copiosamente, tendo a premonição da morte do amado filho, o poeta e também político Guido Cavalcanti, punido pela República.

O belíssimo episódio em que Cavalcante Cavalcanti, é apresentado demonstra não só a maestria e a sutileza psicológica de Dante, sua qualidade literária, mas é também um registro de extrema relevância histórica.

Com as punições do cavaleiro “guelfo” Cavalcante Cavalcanti, como ateu, e do seu leal inimigo Farinata degli Uperti, líder “guibelino”, colocado também no Inferno como epicurista, Dante nos dá a perceber, na própria realidade, suas dúvidas e íntimas preocupações de que seu extremado amigo e poeta Guido, tivesse se tornado, igualmente, um ateu antes de morrer.


Guido Cavalcanti, em seu notável trabalho poético apresentara concepções filosóficas precursoras, ligadas à realidade e ao sensível, suspeitas como heréticas por seus contemporâneos, não bem compreendidas pelo civismo da República que, talvez injustamente, o punira por participar como cavaleiro num decisivo conflito político.

Hoje, a melhor avaliação deste Capítulo X de Dante provoca na crítica literária moderna enorme estranhamento. O novo exame, associado às recentes e inequívocas descobertas de traços de agnosticismo averroísta e ainda de avicenismo na própria obra poética de Guido Cavalcanti, acaba por confirmar a extrema modernidade deste poeta, por ele a influência e penetração da própria cultura árabe na Europa do século XIII.


Discussões sobre a marcante obra de Guido Cavalcanti ocorrem, atualmente, nas melhores academias e universidades, européias ou americanas. Mas não são sequer percebidas pela historiografia brasileira, nem mesmo pelos membros de nossa família.

Este é o fato que mais lamento e contra o qual tenho lutado na mídia eletrônica. Apesar dos meus escrúpulos em abordar temas ligados à área literária e tão recuados no tempo, pretendo começar a colocar no meu blog artigos referentes ao poeta Guido Cavalcanti, que acredito podem, pelo menos, despertar algum respeito por esta família, tão longamente lutadora por uma justa Republica, na Itália e no Brasil.


Rosa Maria Gusmão de Sampaio Torres

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Bezerra Cavalcanti

Estou preparando trabalho muito completo sobre a atuação dos Cavalcanti, especialmente do ramo Bezerra Cavalcanti na “Guerra dos Mascates” (1710), recebendo ainda contribuições e sugestões. Agradeço desde já a colaboração.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A Origem da Família Cavalcanti e razões de sua migração para o Brasil

A Origem da Família Cavalcanti e razões de
sua migração para o Brasil


O centro do nosso interesse atual são estudos sobre a família Cavalcanti, em Florença e no Brasil, e visam esclarecer dúvidas da historiografia brasileira moderna sobre esta migração. Escrevemos já cinco artigos históricos sobre o assunto, com bibliografia moderna e atualizada, sempre citada em notas. Estes artigos estão disponíveis no blog http://rosasampaiotorres.blogspot.com/ e/ou disponibilizados no site http://4shared.com/ . Também, em breve, em livreto no IHGB.

1 - “Cavalcantis em Florença”, 2010 - Breve resumo sobre a origem e estabelecimento dos Cavalcanti em Florença – século VIII ao XVI.
2 - “Giovanni di Lorenzo Cavalcanti e seus filhos”, 2010 – Análise histórica profunda e inédita sobre o nosso ramo de Cavalcanti que migrou da Europa para o Brasil e particularmente a atuação política, pela República de Florença, do comerciante e mecenas Giovanni di Lorenzo Cavalcanti, contra os Medici dominantes.
3 - “Conspiração Pucci & Cavalcanti”, 2010 – Análise inédita e completa sobre o episódio histórico da “Conspiração Pucci & Cavalcanti”, descoberta em Florença no ano de 1559, urdida pela República e contra o duque Cosimo I di Medici, na qual vários ramos da família Cavalcanti se envolveram e o republicano Bartolomeu di Mainardo Cavalcanti, do ramo Cavallereschi, sem dúvidas liderou.
4 - “Medici X Cavalcanti”, 2011. Levantamento inédito da longa divergência dos Cavalcanti com os Médici sobre regime republicano, do século XV ao XVI. Trabalho exaustivo sobre o tema. Somente no site http://4shared.com/
5 - “Felippo di Giovanni Cavalcanti no Brasil”, 2011 - Breve síntese sobre a atuação de Felippo Cavalcanti, e seu irmão Guido, na Europa do século XVI - a migração de Felippo para o Brasil. Também, para melhor leitura, no http://4shared.com/
6 - “Bartolomeo di Mainardo Cavalcanti, lutador pela Republica” - ensaio sobre esta personalidade histórica da família, na Florença do século XVI, suas ligações com o ramo migrado para o Brasil. Também, para melhor leitura, no http://4shared.com/

sábado, 30 de outubro de 2010

Livreto Família Cavalcanti de Albuquerque
















O livreto pretende levantamento genealógico das famílias Albuquerque e Cavalcanti, pesquisando suas origens européias, sua miscigenação com índios tabajara no periodo colonial brasileiro, chegando aos tempos atuais. Apresenta e analisa suas caracteristicas principais. Acompanha, especialmente, o ramo descendente dos Cavalcanti Albuquerque de Gusmão, ainda hoje proprietários do Engenho Castanha Grande, em Alagoas. Teremos, na conclusão, uma grande árvore genealógica dos Cavalcanti e Albuquerque, de caracteristicas marcantes, totalmente reconstituída do sec.XI e XII até nossos dias.


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Família Cavalcanti na Europa e no Brasil

A família Cavalcanti é muito antiga, pela tradição originária de pequena nobreza cristã de barões francos, soldados-cavaleiros que lutando através os Alpes chegaram à Toscana comandados por Carlos Magno no século VIII a pedido do papa, para submeter os lombardos. (1)

A família cresceu e desenvolveu-se em Florença, família numerosa de mercadores e soldados-cavaleiros do partido “guelfo”, favorável ao papado, sempre pautando pela convivência republicana, na qual foi moldada. No século XIII, participam como cavaleiros “guelfos”, por Florença, das batalhas de Montaperti (1260) e Capaldino (1266). O cavaleiro Guido Cavalcanti destaca-se, no período, como político e um dos maiores poetas da Modernidade.
No século XVI, Bartolomeu di Mainardo Cavalcanti, militar e escritor, sincero republicano, liderou mesmo uma conspiração em Florença (1559), auxiliado por florentinos e membros dos vários ramos da família, conspiração frontalmente contra os Medici preponderantes que, neste mesmo momento, tornavam a Toscana um Grão-Ducado. Por participar desta conspiração o jovem Stolto Cavalcanti, do ramo dito “Ciampoli” da família, foi decapitado em Florença, em janeiro de 1560.(2)
A que tudo indica, o patriarca da família no Brasil, Felippo Cavalcanti, do ramo Cavalleschi que aqui chegou no mesmo ano, estaria em verdade tentando escapar às tenazes perseguições dos Medici.(3)
A família Cavalcanti no Brasil, conhecedora dos versos de Guido Cavalcanti, homenageado que foi também por seu amigo Dante Alighieri (4), aqui foi cultora de uma tradição literária e artística sempre renovada.



(1) Cavalcanti, Sylvio Umberto - Se chiamavano Cavalcanti, pg., formato PDF.
(2) Cavalcanti, Sylvio Umberto - Se chiamavano Cavalcanti, pg., formato PDF.
(3) Mello, Evaldo Cabral de - Um imenso Portugal, Ed. 34, 2002, pg.156, cap. “O
Mito de Veneza”.
(4) Alighieri Dante - Divina Comédia, Canto X.